A necessária resiliência do ponto de conexão

Na coluna “energia com qualidade” da edição do mês passado (setembro de 2019), abordamos a necessária lição de casa dos gestores de infraestruturas que alimentam cargas consideradas de missão crítica ou cargas que, da mesma forma, não podem ser interrompidas, pois estão inseridas em contexto de produção seriada ou semelhante, e sua parada, mesmo que durante alguns instantes, causará prejuízos (de produção de mão de obra parada e outros) considerados inaceitáveis.

A questão a ser aqui tratada, considera a necessária qualidade e confiabilidade de fornecimento de energia por parte das distribuidoras onde plantas industriais e prédios comerciais estão conectados. O módulo 8 do prodist – ANEEL apresenta a necessária atenção aos regimes permanentes (valores integrados) e transitórios (VTCDs), indicando os limites de atendimento.

O atendimento a estes limites não requer verificação ou pagamentos de multas pelas distribuidoras. Em algumas avaliações efetuadas nestes pontos de acoplamento ou de conexão dos consumidores junto as distribuidoras, observa-se simultaneamente a existência de distúrbios que ocorrem também nos sistemas de transmissão e rede básica, aumentando em primeira análise a responsabilidade  dos envolvidos nos processos, já que os distúrbios seriam originados a montante de responsabilidade das distribuidoras.

De uma forma geral, os clientes das distribuidoras seriam clientes indiretos das empresas de transmissão e mereceriam a atenção necessária da mesma forma que as primeiras, apesar de a maioria das causas estar associada a ser apontada como própria distribuição. Os investimentos que são efetuados nos circuitos de distribuição com a instalação de religadores e redes compactas reduzem as transgressões, mas merecem melhoria contínua de forma a atender os consumidores cada vez mais dependentes de sistema de processo baseado em cargas de tecnologia de informação.

O desempenho da distribuidora (e de suas supridoras) são muito relevantes para que os consumidores definam as melhores localidades para instalar suas plantas levando em conta as qualidades do produto e serviço do suprimento de energia. Este movimento certamente levará outros interessados, como as próprias prefeituras, a se preocuparem com o tema. Ações de controle e mitigação deverão ser tomadas pelo bem da produtividade de nossas indústrias.

Atualizado em 18 de agosto de 2021 por Maria Elisa Vaiser

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