A união faz a força para um Brasil Solar: o sol é de todos nós

*Por Aldo Pereira Teixeira, presidente fundador da ALDO

união daqueles que enxergam a energia solar como uma luz-guia para quem precisa e deseja sair da escravidão da energia cara distribuída de maneira insatisfatória pelas grandes concessionárias, a população, os empresários do setor solar que investiram em equipamentos e conhecimento e geram hoje 60 mil empregos diretos (representantes, técnicos, instaladores), com o entendimento do Governo Federal e do Congresso Nacional vão dar um “basta” na festa de lucro proposta pelas grandes distribuidoras, evitando a revisão das regras e devolvendo ao setor a tranquilidade e a força para retomar o desenvolvimento.

De 2012 para cá, o mercado de energia solar no Brasil atingiu a marca histórica de 2,030 gigawatts (GW) de potência instalada por meio de 175 mil sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede e mais de R$ 10 bilhões em investimentos acumulados até o momento. O financiamento solar ajudou o consumidor brasileiro a gerar a própria energia a partir do sol, retornar o excedente para a rede tradicional e obter compensação sobre este retorno na conta de luz. Até então, as normas da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel – previam que para cada kwh, outro seria descontado da conta. Mas segundo as distribuidoras esse modelo não representa uma remuneração adequada para a rede de distribuição e a Aneel quer a revisão das regras, da Resolução Normativa 482, impondo que os descontos sejam limitados.

Lutar para evitar a mudança de regras, que prejudicam o ciclo de desenvolvimento do setor solar, tornou-se uma necessidade para todos os envolvidos. O assunto tem se mostrado como uma ponte entre aquele consumidor que investiu para gerar a própria energia, aqueles que ainda pretendem fazer uso desta tecnologia, empresários do setor que se preocupam em oferecer o melhor ao mercado, o agronegócio, os agentes políticos, no Governo e no Congresso, que se mostram favoráveis à causa e prometem olhar com atenção para o assunto.

Caso a proposta de revisão da RN 482 seja aprovada nos modelos apresentados, surgirão questões que podem simplesmente inviabilizar o investimento em produção de energia solar. O retorno para quem investe em equipamentos, por exemplo, demoraria mais tempo que a própria vida útil dos aparelhos. A revisão acabaria representando a taxação do uso do sol.

Há tempos o uso da energia solar não é mais apenas um desejo utópico de quem acredita na necessidade óbvia de fontes energéticas mais limpas e baratas. Em vários países mais desenvolvidos a energia solar é apontada como ‘a alternativa’ e recebe incentivos por parte dos governos.

Todos sabem que as normas para o setor energético são geridas pela Agência Reguladora e que a revisão da RN 482 já estava prevista, mas caso a Aneel leve adiante a intenção de mudar as regras no meio do jogo, todo o setor de energia solar seria afetado de maneira negativa. Inclusive a Câmara Federal já prepara um projeto de lei para assegurar que não haverá taxação da energia solar para usuários da geração distribuída (GD) e para impedir que as mudanças sejam promovidas, exclusivamente, pela agência reguladora.

Juntos, Governo Federal, Congresso Nacional, empresários do setor solar e a população vão conseguir ‘clarear’ essa questão. Vamos lutar juntos para o fortalecimento do Brasil Solar.

Somos todos ‘solar’ e contra essa união, não haverá argumento para impedir que se use livremente um de nosso bem mais valiosos: o sol.

Faça parte deste movimento, acesse www.soumaissolar.com.br

Atualizado em 7 de junho de 2021 por

Posts Relacionados

Política de Privacidade
When you visit our website, it may store information through your browser from specific services, usually in form of cookies. Here you can change your privacy preferences. Please note that blocking some types of cookies may impact your experience on our website and the services we offer.
O Setor Elétrico