Agro com energia solar é mais tech e pop

Seguindo a tendência mundial de geração distribuída renovável de eletricidade, o agronegócio nacional avança rápido na geração solar fotovoltaica no Brasil. O conceito de “prossumidor”, ou seja, produzir a própria energia, ganha força no meio rural. Ele traz o potencial de eliminar intermediários entre a geração e o consumo de energia elétrica, um dos principais insumos na atividade produtiva rural, resultando em economia para recuperar o capital investido, além de ajudar na estabilização da rede, reduzindo a necessidade de investimentos.

Ao aliar a alta tecnologia e a durabilidade das usinas solares aos baixos custos de operação e manutenção dos sistemas, adiciona-se um novo modelo de negócio ao campo: a geração de energia elétrica, limpa, renovável e competitiva, aliando o foco de produzir alimentos com excelência à geração da energia consumida. Com isso, os produtores rurais passam a gerar uma nova fonte de riqueza, diretamente do céu.

Por ser uma fonte de energia limpa, renovável, competitiva e praticamente inesgotável, o país passa a contar com nova contribuição relevante do homem do campo para a sustentabilidade do planeta e da sociedade. Além disso, trata-se de uma solução econômica, capaz de reduzir os gastos com energia elétrica em até 90% e tendo um retorno do investimento entre 4 e 7 anos, ao passo que a vida útil dos sistemas ultrapassa os 25 anos.

O interesse dos produtores rurais pela energia solar fotovoltaica gera uma série de desdobramentos importantes no Brasil. Por exemplo, uma das maiores fabricantes de pivô central de irrigação do mundo realizou uma joint venture com uma empresa nacional, buscando justamente aproveitar o potencial da energia solar em suas tecnologias de irrigação rural. Resultado: o desenvolvimento de uma inovação à brasileira: um pivô central de irrigação que trabalha exclusivamente com energia solar fotovoltaica.

O impacto desta inovação tecnológica pode provocar uma revolução no campo, ao permitir a prática de agricultura segura em áreas onde a rede elétrica ainda não chegou, aumentando a área plantada no País e no mundo.

Para quem conhece bem o agronegócio, não é novidade que áreas novas de plantio, sem derrubar florestas, possuem menor precipitação hídrica (menos chuvas). Por isso, a solução da irrigação aliada à energia solar é capaz de resolver os gargalos de falta de água e energia, simultaneamente.

Além dos benefícios de sustentabilidade já relatados, como as redes de transmissão de energia no País são de dimensões continentais, a geração de energia elétrica por meio da fonte solar contribui para reduzir variações de fornecimento de energia em pontos distantes, onde antes havia muita instabilidade e oscilações de tensão. Mais um ganho que pode ser contabilizado pela redução de quebra de motores e melhoria das condições operacionais das fazendas.

Além disso, o agronegócio brasileiro possui algumas das melhores linhas de financiamento para sistemas fotovoltaicos, com destaque para as linhas de crédito “PRONAF Mais Alimentos” e “PRONAF Eco”, do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), importante incentivo construído em 2015, em parceria com a ABSOLAR, para democratizar o acesso à tecnologia no meio rural, tornando-a mais eficiente, sustentável e competitiva.

Um dos principais fundamentos para transformar o homem do campo em “prossumidor” de energia passa pelo teste de validade e consistência da viabilidade técnica e financeira dos projetos. Cada projeto tem suas especificidades. Há diferenças de aplicação e de engenharia em cada uma das usinas. Separar o joio do trigo é fundamental: escolher o ponto ótimo de viabilidade técnica, financeira e regulatória é o nome do jogo. Para isso, é preciso tratar cada caso de maneira única, com o alicerce da experiência vivenciada na “tropicalização” do negócio e de olho nos cenários futuros.

Como a voz do setor solar fotovoltaico brasileiro, a ABSOLAR trabalha desde 2013 junto ao agronegócio e aos líderes das entidades do setor rural para motivar o poder executivo, o poder legislativo e os governos estaduais e municipais em prol do avanço da energia solar fotovoltaica no meio rural.

Mesmo o poderoso agronegócio do Brasil precisou, em seus primeiros anos, de apoio para seu impulso inicial. Por conta deste apoio, hoje o agro do Brasil é líder em competitividade mundial. Da mesma forma, a fonte solar fotovoltaica também caminha para repetir o feito do agronegócio, ampliando a oportunidade histórica de melhorar a distribuição renda para toda a população, aliando crescimento econômico, geração de riqueza e sustentabilidade ambiental. Por isso, com a sinergia com a solar fotovoltaica, o agro brasileiro será cada vez mais tech e mais pop.

Atualizado em 4 de agosto de 2021 por Maria Elisa Vaiser

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