João José Barrico de Souza

A visão de quem pratica – 1

Quando se trata de segurança do trabalhador para realizar atividades próximas ou envolvendo sistemas elétricos existem diversos fatores a serem considerados, tais como uso de vestimentas, isolamento da área onde a atividade será realizada, garantia de que as condições relativas aos equipamentos desenergizados foram atendidas, equipotencialização das partes metálicas etc. Dentre os pontos destacados, o uso das vestimentas resistente a arco elétrico e a chama para atender o Item 10.2.9.2 da NR-10 onde consta “As vestimentas de trabalho devem ser…

Instalações elétricas em canteiros de obras

Foi publicada no Diário Oficial do dia 19 de abril a Portaria 261, de 18/4/18, que altera o item 18.21 da NR 18, que trata das instalações elétricas no âmbito da construção civil, objeto da NR 18. Observa-se que o item 18.21.1 ratifica que as instalações elétricas sejam temporárias ou definitivas devem obedecer ao que estabelece a NR 10. Fica clara a necessidade de um projeto para as instalações temporárias, que deverá ser elaborado por profissional legalmente habilitado e que…

“Quem faz o bloqueio e o desbloqueio?”

Vez ou outra sai essa pergunta em aula, que, aliás, é excelente para que se possa provocar a reflexão da finalidade dessa ação de “impedir a energização e que é o segundo passo do procedimento de desenergização”. Alguns princípios devem ser observados com relação a este assunto e o primeiro é que não basta entregar um cadeado para o trabalhador. Bloqueio com cadeado, lacre ou outro meio é apenas uma parte de um procedimento que deve ser tratado em um…

O choque que vem de baixo

É frequente ouvirmos a descrição de casos e ocorrências em que trabalhadores relatam ter sentido choque ao tocar objetos ou partes metálicas sabidamente, efetivamente e comprovadamente aterradas. E vem a dúvida! “Se estava aterrada, como é que deu choque?” Ora, para compreender o caso, há a necessidade de lembrar que o choque é a passagem de corrente de um ponto a outro ponto do corpo submetidos a potenciais diferentes ou, em outras palavras, com diferença de tensão. Normalmente, esse outro…

Das responsabilidades dos trabalhadores

Já escrevemos nesta coluna que o cumprimento da NR 10 é responsabilidade de todos os envolvidos, contratantes e contratados. Já se falou sobre a responsabilidade dos engenheiros e técnicos que fica documentada com a ART. Já esclarecemos a responsabilidade dos proprietários das instalações em mantê-las e adequá-las às necessárias condições de segurança. Já se falou sobre a responsabilidade dos contratantes e das empesas contratadas. Mas ao se tratar de responsabilidade, a NR 10 deixou claro que a observação das exigências…

Poderia ser mais específica?

É o que frequentemente se ouve sobre a NR 10. Acontece, no entanto, que não se trata de uma norma técnica, de especificação, trata-se de uma norma que busca a segurança servindo-se de tudo o que existe para atingir seu objetivo de regulamentar os aspectos de segurança com eletricidade. A versão anterior da NR 10, que vigorou de 1978 a 2004, já possuía esse viés, pois não menos que 19 vezes ela mencionava em seu texto que esta ou aquela…

Resumo da ópera…

Era com essa expressão que nosso colega e amigo Marcelo Paulino anunciava a conclusão de suas brilhantes palestras no CINASE e nos vários eventos que era convidado. Sempre alegre, sempre contente, sempre sorrisos, Paulino, em sua simplicidade e modéstia, escondia uma rara competência. O amigo nos deixou apenas fisicamente. Seu brilhantismo, alegria e camaradagem estará sempre entre nós. Ao estabelecer a necessidade de um treinamento para profissionais da área elétrica, visando aspectos de segurança para os trabalhadores, a NR 10…

Voltando às raízes

Na edição passada, tratamos da terceirização, que foi um dos fatores determinantes da necessidade de se reescrever a NR 10. Já tratamos desse assunto mais de uma vez nesta coluna em 2015 e focamos no item 14.2: 10.14.2 As empresas devem promover ações de controle de riscos originados por outrem em suas instalações elétricas e oferecer, de imediato, quando cabível, denúncia aos órgãos competentes. Sempre que forem verificadas situações perigosas nas instalações elétricas, quer pelo seu uso inadequado, pela aproximação…

NR 10 e a terceirização – Integração

Quando se fala em integração, vem a ideia do processo aplicado por empresas aos funcionários de contratadas, parceiras e visitantes, geralmente, acompanhado de um filme que apresenta a empresa e o tópicos mais importantes relacionados à segurança, aspectos ligados aos EPI e às situações de emergência, etc. Naturalmente, não é essa integração a ser praticada quando se trata de terceirizar atividades com eletricidade. O processo de integração deve ser voltado à discussão e à ratificação ou adequação às exigências da…

NR 10 e a terceirização: contratação

Quando as empresas buscam uma parceria para terceirizar serviços ou para fornecer materiais especiais ou montagens, faz parte do trabalho “desenvolver fornecedores”, que pode ser auditoria ou capacitação para o bom atendimento de um projeto ou uma fase qualquer da contratante. Colocar uma empresa ou um profissional para realizar atividades, ainda que específicas, na contratante é um passo importante que exige cuidados e muito critério, que vão muito além do preço. É natural que as áreas de compras e suprimentos…