José Starosta

Eficiência energética – somos enganados? Afinal, como avaliar os resultados?

Na edição de janeiro de 2016 de O Setor Elétrico, chamávamos a atenção para um disparate que ocorria em nosso mercado com a oferta de produtos tidos como “milagrosos” e que tinham o propósito de “também” economizar energia. A coluna publicada na oportunidade denominada “A eletrotécnica aviltada” apresentava em poucas linhas o estelionato que ocorria. De lá para cá, nada mudou e os tais placebos continuam a serem oferecidos no mercado sem freios técnicos ou legais para surpresa e indignação…

Conexão das renováveis e qualidade da energia

Boas respostas em mais um excelente encontro técnico na Poli-USP No último dia 5 de dezembro ocorreu mais um workshop organizado pela Sociedade Brasileira de Qualidade da Energia Elétrica (SBQEE) com importante colaboração da Escola Politécnica da USP, onde o evento ocorreu. A exemplo do primeiro seminário, realizado no primeiro semestre, em que foram abordados temas, como VTCDs, harmônicas e a nova legislação, o segundo evento apresentou, sob diversos pontos de vista, as questões relacionadas à qualidade de energia nas…

Medições elétricas e as tomadas de decisões

A exemplo das medições nas outras áreas de engenharia e, mesmo em outras especialidades da ciência, as medições das variáveis elétricas com outras complexidades servem para os mesmos objetivos das primeiras: tomar decisão na avalição de riscos e redução de custos. Assim como na mecânica de precisão e na microeletrônica, são utilizados instrumentos de precisão em função da necessidade de aplicação (os processadores digitais possuem internamente distância entre terminais de componentes de 14 nanômetros); na medicina também se utilizam poderosos…

Os desafios técnicos da geração distribuída

Em uma adaptação da definição utilizada pelo Instituto Nacional de Eficiência Energética (Inee), Geração Distribuída (GD) seria uma “expressão utilizada para designar a geração de energia elétrica realizada junto ou próxima do(s) consumidor (es) independentemente da potência, tecnologia e fonte de energia e com independência, mesmo que em parte do tempo, da companhia distribuidora local.  As resoluções Aneel 482 e 687 trataram de organizar e normalizar as condições técnicas de conexão de sistemas de GD dos consumidores aos das distribuidoras…

A importância do ponto de conexão

O Módulo 8 do Prodist nos apresenta em seu capítulo 11 a possibilidade de as distribuidoras exigirem de seus clientes estudos relativos à qualidade da energia nos pontos de acoplamento, de entrega ou de conexão, e podemos neste instante por conveniência aproximá-los para um só. A preocupação está claramente evidente no comportamento da rede de alimentação quando cargas perturbadoras de seus clientes venham a entrar em operação. Aspectos relacionados às distorções de tensão na rede da distribuidora quando cargas com…

Enquanto o Led não vem …

Eficiência energética em sistemas de iluminação pública Na edição de setembro de 2016, apresentávamos, nesta coluna, os modelos aplicáveis de tipologias de cargas elétricas e as simulações do comportamento da potência ativa com a variação da tensão de alimentação destas cargas. Em outras palavras, em função do tipo de carga (potência constante, impedância constante ou corrente constante) poderia ser obtida uma ação de eficiência energética com o controle adequado da tensão. O modelo foi apresentado, bem como os resultados de…

Limites das distorções harmônicas nas instalações elétricas – Revisão 8 do Módulo 8 do Prodist

Na última edição foram apresentados conceitos e comportamentos esperados das distorções de tensão nas instalações elétricas que alimentam cargas não lineares, além dos necessários comentários sobre alguns limites praticados por algumas normas. É sobre este assunto que voltamos a tratar, ou como ficaram os limites de distorções harmônicas de tensão com a revisão 8 do Módulo 8 dos Procedimentos de Distribuição (Prodist), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Há de se entender que: Este documento trata unicamente dos valores…

Limites das distorções harmônicas nas instalações elétricas

O tratamento dos limites das distorções harmônicas nas instalações é sempre um assunto considerado pelas equipes de manutenção quando algum equipamento não opera adequadamente e alguma causa específica não seja identificada. As normas aplicáveis são diversas e possuem abordagens em diversos cenários considerados. Ponto de Acoplamento Comum (PAC) As normas consultadas relativas aos limites das distorções harmônicas de tensão e de corrente em instalações tratam de forma geral dos limites desejáveis nos pontos de acoplamento comum e que pode ser…

As supra-harmônicas

De acordo com algumas fontes consultadas, as supra-harmônicas podem ser definidas como ruídos ou distúrbios com frequências entre 2 KHz e 150 kHz que estão presentes nas redes elétricas de frequência industrial devido aos aspectos do comportamento de cargas não lineares – sistemas de iluminação fluorescentes e Leds, sistemas de controle de iluminação, drivers com controles em alta frequência, cargas de fontes chaveadas, UPS, carregadores de baterias de automóveis elétricos, cargas eletromédicas, assim como fontes renováveis como eólica, células combustíveis…

Os cuidados com a qualidade de energia e os Leds – Parte 2

Há uma preocupação quanto ao comportamento do fator de potência das lâmpadas de Led acima de 5 W (maior que 70%), de 25 W e tubulares (maior que 92%), contudo, a resolução Inmetro nº 389/2014 é omissa com relação à característica do fator de potência (indutivo ou capacitivo). Desta omissão pode-se entender que o fator de potência deve estar entre os limites: -0,7<FP<0,7 para P>5W; -0,92<FP<0,92 para P>25W e tubulares. *FP negativo indicado é relacionado à característica capacitiva. Medições efetuadas:…