José Starosta

Os cuidados com a qualidade de energia e os Leds – Parte I

Parece que a história se repete e não aprendemos com os erros. A fascinação em oferecer ao mercado materiais e equipamentos de baixa qualidade nos persegue de geração em geração. Com a existência de custos atrativos, sempre existirão incautos que consumirão estas coisas. Sim, “coisas”, uma vez que não podem ser classificados como equipamentos ou materiais elétricos. Especificamente, no mercado de iluminação interna, a mudança de lâmpadas incandescentes para fluorescentes trouxe, ainda nos anos de 1960, o surgimento dos reatores…

A revisão do Módulo 8 – critérios de avaliação das variações de tensão de curta duração (VTCDs) – Parte 3

Nas duas últimas edições (dezembro/2016 e janeiro/2017), tratamos sobre a nova abordagem da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na revisão 8 do módulo 8 do Prodist e, como qualquer assunto novo, nos preocupamos em interpretar e mesmo questionar como seria o procedimento prático para tratar do assunto entre as distribuidoras e os consumidores. Generosamente, o amigo e professor da Universidade Federal de Uberlândia, o engenheiro José Rubens Macedo Jr., que, desde sempre, esteve intimamente envolvido com o tema, nos…

A revisão do Módulo 8 – Critérios de avaliação das variações de tensão de curta duração (VTCDs) – Parte 2

A Revisão 8 do Módulo 8 do Prodist/Aneel, prevista para começar a vigorar em 2017, independentemente dos aspectos relacionados aos custos envolvidos decorrentes de sua implantação pelas distribuidoras e outros agentes, traz ao mercado (distribuidoras e consumidores) uma oportunidade de melhoria dos padrões de fornecimento de energia baseado no modelo que considera a aplicação do Fator de Impacto (FI) e outros associados. Este artigo continua essa discussão, que foi iniciada na coluna publicada na edição anterior desta publicação. Análise de…

A revisão do modulo 8 – critérios de avaliação das variações de tensão de curta duração (VTCDs) – Parte 1

A Revisão 8 do Módulo 8 do Prodist/Aneel, prevista para começar a vigorar em 2017, independentemente dos aspectos relacionados aos custos envolvidos decorrentes de sua implantação pelas distribuidoras e outros agentes, traz ao mercado (distribuidoras e consumidores) uma oportunidade de melhoria dos padrões de fornecimento de energia baseado no modelo que considera a aplicação do Fator de Impacto (FI) e outros associados, a serem discutidos na sequência. Variações de tensão de curta duração (VTCD) O capítulo 7 do documento revisado…

A qualidade no consumo de energia elétrica

Não, não iremos abordar diretamente o tema que todos conhecemos como a “qualidade da energia elétrica”, analisando as harmônicas ou os afundamentos e outros distúrbios da tensão de alimentação de nossas fontes para as nossas cargas, ou vice-versa. O objetivo aqui é de chamar a atenção da forma como consumimos a energia elétrica, em outras palavras, a ”qualidade” aqui é entendida como quanto de energia elétrica consumimos para desenvolver nossas atividades na indústria, nas instalações comerciais e em nossas residências…

Projetos de eficiência energética devem ser implantados antes da Geração Distribuída (incluindo as fotovoltaicas)

De fato, causa bastante interesse aos consumidores em geral a possibilidade de cada qual, individualmente, ou em consórcio, condomínio ou outra agregação prevista, gerar sua própria energia. As resoluções Aneel 482 e 676 são bastante flexíveis e apontam para interessantes mudanças, que, se implantadas com responsabilidade, podem trazer bons resultados. Existem alguns aspectos que já foram aqui discutidos sobre a real necessidade técnica de sistemas de geração distribuída, em especial, os sistemas fotovoltaicos (PV) estarem conectados em paralelo com as…

Eficiência energética em instalações com o controle da tensão

Instalações elétricas eficientes, notadamente aquelas relacionadas às plantas industriais e complexos comerciais são classicamente relacionadas à operação com perdas elétricas reduzidas, isto é, com as perdas Joule minimizadas e relacionadas ao controle da relação RI2 , nas etapas de projeto, operação e manutenção; outras otimizações também são efetuadas, como os cuidados nos circuitos magnéticos dos motores e dos transformadores. De fato, a redução da corrente reduz as perdas nos enrolamentos dos transformadores, motores e circuitos de alimentação (perdas cobre ou…

Aspectos de operação e premissas de filtros de harmônicas em aplicações industriais – Parte II

c) Filtros ativos Uma das definições clássicas de filtro ativo é aquela que considera que: “o filtro ativo é um equipamento que deve ser capaz de injetar (ou absorver) correntes harmônicas que, somadas às correntes da carga, produza uma corrente com menor conteúdo de correntes harmônicas na rede”. Uma outra definição seria: “o filtro deve ser capaz de neutralizar as correntes harmônicas produzidas pela carga, de forma a produzir uma corrente com menor conteúdo harmônico na rede”. De forma geral,…

O que os protocolos de M&V têm a nos ensinar?

Julho de 2016 Os protocolos de medição e verificação (a chamada “M&V”) são peças fundamentais para desenvolvimento e avaliação adequados de projetos de ações de eficiência energética que se pretendam implantar, aliás, como qualquer projeto sério, com avaliação do status inicial e aquele que realmente se chega ao final. Não há como avaliar o resultado final alcançado de um projeto sem o claro conhecimento da situação inicial e premissas aplicáveis. Especificamente, o “Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance”…

Aspectos de operação e premissas de filtros de harmônicas em aplicações industriais – Parte I

Introdução e definições O uso de filtros de harmônicas em instalações elétricas tem por objetivo adequar os níveis de distorção de tensão a valores adequados para a operação das cargas nos seus barramentos de alimentação. Normalmente, as normas (IEEE 519, IEC 61000, ou módulo 8 do Prodist) preveem valores de distorção total de tensão (THDV ou DHTV) da ordem de 5% a 8% em casos gerais (outros valores são também definidos em função da aplicação, desde 3% em hospitais até…