José Starosta

O que os protocolos de M&V têm a nos ensinar?

Julho de 2016 Os protocolos de medição e verificação (a chamada “M&V”) são peças fundamentais para desenvolvimento e avaliação adequados de projetos de ações de eficiência energética que se pretendam implantar, aliás, como qualquer projeto sério, com avaliação do status inicial e aquele que realmente se chega ao final. Não há como avaliar o resultado final alcançado de um projeto sem o claro conhecimento da situação inicial e premissas aplicáveis. Especificamente, o “Protocolo Internacional de Medição e Verificação de Performance”…

Aspectos de operação e premissas de filtros de harmônicas em aplicações industriais – Parte I

Introdução e definições O uso de filtros de harmônicas em instalações elétricas tem por objetivo adequar os níveis de distorção de tensão a valores adequados para a operação das cargas nos seus barramentos de alimentação. Normalmente, as normas (IEEE 519, IEC 61000, ou módulo 8 do Prodist) preveem valores de distorção total de tensão (THDV ou DHTV) da ordem de 5% a 8% em casos gerais (outros valores são também definidos em função da aplicação, desde 3% em hospitais até…

Correntes de fuga, correntes diferenciais residuais, faltas e a importância da detecção Aspectos de manutenção preditiva em sistemas de baixa tensão

Edição 124 – Maio de 2016 Por José Starosta        A literatura técnica apresenta terminologias distintas para situações relacionadas às correntes de fuga. Também tratadas nem sempre de forma adequada e causando acaloradas discussões sobre esta terminologia, as correntes de falta, correntes de falha ou correntes diferenciais residuais indicam, em maior ou menor proporção, a passagem de corrente por caminhos além das fases e neutros considerados como “normais”, caracterizando situação de “defeito”. Para fins de facilidade de entendimento,…

Afundamentos de origem externa e soluções com DVR – Parte 2

Edição 123 – Abril de 2016 Por José Starosta        Em situação normal, o DVR opera em “stand-by”, sendo a tensão da rede comparada a cada instante com os limites de operação do equipamento; se os valores monitorados atingem o limiar de operação (por exemplo, 0,85 pu – normalmente, os afundamentos atingem valores de até 0,5 pu), o DVR passa então a operar em conjunto com a rede de suprimento na alimentação da carga até o instante em…

Afundamentos de origem externa e soluções com DVR – Parte 1

Edição 122 – Março de 2016 Por José Starosta    Já apresentamos em colunas anteriores os aspectos da origem dos afundamentos; aqueles de origem interna que são causados pelas próprias cargas da instalação, conforme mostra a Figura 1, e os afundamentos causados por origem externa que ocorrem em função de causas do suprimento, no caso, a distribuidora ou os geradores (Figura 2). No caso dos afundamentos por razões internas, a adoção de técnicas conhecidas de mitigação do acionamento das cargas…

Agora a energia elétrica está sobrando

Edição 121 – Fevereiro de 2016 Por José Starosta  Disponibilidade de energia e planejamento de longo prazo é uma atividade de Estado que depende de uma série de variáveis. Aqueles que buscam pelas respostas analisam diversos cenários da economia para definir a oferta, buscando os modelos e melhores saídas técnicas e econômicas aplicáveis e viáveis. José Starosta José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp e da SBQEE. jstarosta@acaoenge.com.br

A eletrotécnica aviltada

Edição 120 – Janeiro de 2016 Por José Starosta  Quando nos debruçamos sobre a história daqueles gênios dedicados que, em pouco mais de 100 anos, construíram os fundamentos da eletrotécnica e, em particular, da corrente alternada, não se pode imaginar como aqueles inventores poderiam descobrir tantas coisas interessantes e complexas e quase sem recursos – algumas peças expostas em museus nos possibilita esta viagem. Nikola Tesla, falecido em 1943, ou seus contemporâneos Charles Steinmetz, falecido em 1923, ou Constantin Budeanu,…

Demanda instantânea máxima ou “pico da carga”

Edição 119 – Dezembro de 2015 Por José Starosta As preocupações com as demandas instantâneas máximas, ou “picos de demanda”, ou ainda “pico da carga”, estão sempre presentes independentemente do tipo de instalação elétrica que se está tratando e, mesmo nos sistemas de geração, transmissão e distribuição, no caso das distribuidoras de energia, ou ainda nos grandes complexos industriais com conexão à rede básica. A abordagem clássica considera as definições: José Starosta José Starosta é diretor da Ação Engenharia e…

Quando teremos a tarifa branca?

Edição 118 – Novembro de 2015 Por José Starosta Não é novidade que se pretende algum dia disponibilizar a tarifação diferenciada aos consumidores de baixa tensão da mesma forma que se faz há mais de duas décadas com os de média tensão, na tarifa verde ou azul. Em especial, o modelo que se aponta para a tarifa branca é semelhante ao da tarifa verde com custos de consumo diferenciados em horários de ponta (três horas por dia) e horários especiais…

Oscar de Lima e Silva: um ícone da eficiência energética parte precocemente

Edição 117 – Outubro de 2015 Por José Starosta A perda de um amigo querido é sempre dolorosa, considerando os aspectos de relacionamento, de respeito, de amizade e de carinho pela pessoa que se vai. E com o nosso grande Oscar não foi diferente. Aprendemos a respeitar aquele sujeito intempestivo, de humor sarcástico, com ideias claras e que sabia muito bem onde deveríamos chegar. Um homem de bons propósitos, um técnico brilhante, empresário justo e correto, além de um pai…