Equipotencialização. Palavra proibida? (parte 1)

EquipotencializaçãoHá algum tempo temos acompanhado e pesquisado a questão e ainda não conseguimos entender a causa da celeuma em torno dessa expressão.

Este texto, que será postado em partes, não tem a pretensão de solucionar o assunto, mas sim temperá-lo, a fim de tentar minimizar as divergências. Por vezes nos parece que situações são criadas para que somente aqueles posicionados no “Olimpo da engenharia” tenham o direito de compreendê-las. Esperamos que este sentimento esteja incorreto, que seja possível levar aos engenheiros e técnicos que precisam executar o trabalho de maneira correta e eficaz, em linguagem simples, uma opção para resolução dos sérios riscos e problemas causados às pessoas e aos equipamentos quando da ausência desse “bicho papão” nas instalações elétricas.

Tentamos apurar a etimologia da palavra através de uma breve pesquisa na Internet:

  • Equipotencial – [equi + potencial]: Diz-se de qualquer região em cujos pontos o potencial assume o mesmo valor. Que tem potencial igual. De potencial uniforme em toda a extensão.
  • Equalização – [do inglês: equalisation]: Diminuição da distorção de um sinal por meio de circuitos que compensem as deformações, reforçando a intensidade de algumas freqüências e diminuindo a de outras, ou – [de equalizar+ação]: Uniformizar, igualar uma ação.

Devemos confessar que, descontando a NBR 5410:2004 e publicações por ela influenciadas, em nenhuma das fontes técnicas pesquisadas foi encontrada a palavra equipotencialização, assim, presumimos ser este mais um caso de neologismo (esclarecemos que não somos contra este movimento).

Bem, como o assunto por nós abordado não é ortográfico e não tem o intuito de ser exageradamente teórico, nos perguntamos se a palavra não teria surgido no campo, fruto da necessidade de encontrar-se uma forma resumida para expressar um conjunto de ações, uma vez que ao falar em equipotencialização, os práticos no assunto estariam querendo se referir à correta interligação de elementos condutores de eletricidade ao aterramento, somada a outras medidas que devem ser tomadas na tentativa de reduzir (não de eliminar) as diferenças de tensão, causadas por problemas na instalação elétrica ou ainda por interferências externas, a níveis suportáveis por essas instalações…

Atualizado em 21 de julho de 2021 por Simone Vaiser

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