Materiais para aterramento

 

Edição 118 – Novembro de 2015

El Niño mais forte aumenta a chance de tempestades e de raios neste verão

Neste cenário, ganha ainda mais relevância dispositivos que objetivam proteger pessoas e também equipamentos dos efeitos causados pelas descargas elétricas que atingem o solo. Pesquisa desta edição traz mais informações sobre este mercado.

O Brasil é um dos países com maior incidência de descargas atmosféricas no mundo. Por ano, caem em território nacional por volta de 50 milhões de raios. Conforme o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Rio Grande do Sul é o estado brasileiro com a maior concentração de raios e Porto Real, no Rio de Janeiro, a cidade com maior concentração de raios do país – aproximadamente 20 raios por km² por ano.

O Elat divulgou recentemente pesquisa inédita a respeito dos efeitos do fenômeno climático El Niño na incidência de tempestades da região Sudeste. Até o momento, o grupo contava apenas com um mapeamento relevante do evento climático nas regiões Sul e Norte/Nordeste do país. Esta ferramenta é importante, pois a tendência é que, com o El Niño mais forte, ocorram mais tempestades no Sul, no Sudeste e no Centro-oeste brasileiros. E com mais tempestades, maior o número de descargas atmosféricas nestas localidades.

A expectativa é de que o El Niño venha com mais força no próximo verão. Na realidade, a projeção é de que seja o quarto mais forte da história. Neste sentido, a pesquisa do Elat prevê um aumento na ocorrência de tempestades em relação ao último verão de 20% na região Sul, 20% na região Sudeste e 10% na região Centro-oeste. Dados da Rede Brasileira de Detecção de Descargas Atmosféricas (BrasilDat), dos meses de agosto, setembro e outubro, já sob o efeito do El Niño, mostram que realmente a tendência é o aumento de tempestades e consequentemente o de raios. No Sudeste, por exemplo, nos referidos meses, foram registradas 480 mil descargas elétricas atingindo o solo, contra 310 mil descargas no mesmo período de 2014; aumento de 52%.

Clique aqui para fazer o download da pesquisa na íntegra.

Atualizado em 13 de agosto de 2021 por Simone Vaiser

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