Importância dos sistemas de incêndio para as instalações

Um dos grandes desafios dos profissionais de manutenção de grandes subestações é a falta de equipamentos de backup, fundamentais para o funcionamento da instalação, como transformadores. Como se trata de equipamento com alto valor aquisitivo, tê-lo em estoque muitas vezes significa o dispêndio de centenas de milhares de reais, valor que encarece a operação e onera o bolso do consumidor final. Por este motivo e por conta da alta complexidade na substituição de equipamentos de grande porte é que acidentes em subestações envolvendo esses equipamentos costumam provocar grandes perdas financeiras e graves consequências contratuais.

 

Sistema de combate a incêndio em transformadores de 230 kV.

 

Um exemplo recente de acidente foi a explosão seguida de incêndio que comprometeu três transformadores na mais importante subestação do estado do Amapá, em novembro de 2020, deixando grande parte da população do Estado desabastecida. “Normalmente, as empresas possuem no local reserva de apenas um transformador para fazer reposição. Com vários equipamentos danificados, a logística de substituição é muito mais complexa, por isso, um sistema preventivo de combate a incêndio é tão importante em instalações de alta relevância”, explica Dener Icky Sugayama, diretor industrial da MSE Engenharia.

Os aspectos de segurança e confiabilidade em instalações de alta tensão, especialmente de grande porte, são críticos e devem estar sempre na agenda das áreas de geração, transmissão e distribuição de energia. Assim como falhas de equipamentos e perdas técnicas, a possibilidade de incêndio deve ser considerada, por isso, a importância de sistemas de prevenção e combate a incêndios. Sugayama explica que a presença de sensores de temperatura nos equipamentos pode identificar superaquecimentos e, conectados a uma central de controle, enviar alarmes aos operadores para que, conforme a situação, atuar automaticamente o sistema de supressão e combate a incêndio, resfriando o equipamento e “atacando” no princípio do incêndio. “Este tipo de atuação previne que um incêndio se propague para outros equipamentos e demais instalações de uma subestação, o que leva a necessidade de não apenas substituição do transformador, como também reparo das instalações adjacentes, causando longas interrupções de fornecimento, graves consequências para os usuários e consumidores que dependem da instalação”, completa o executivo.

 

Subestação de 800 kV, 4.000 MW e 12 transformadores.

 

Sugayama conta que as empresas têm se preocupado mais com confiabilidade e investido em sistemas de segurança e combate a incêndio. Ele destaca dois grandes projetos realizados recentemente pela MSE. Um deles, em uma indústria de papel e celulose, em que a empresa foi responsável pela implantação de um sistema de combate a incêndio em transformadores de alta tensão em uma subestação no Paraná. No segundo, o projeto foi realizado em duas subestações de 800.000 V, com 4.000 MW de capacidade e 24 transformadores. O trabalho envolveu sistema de nebulização, válvulas de dilúvio com intertravamento duplo, sistema de hidrantes, sistema de detecção e alarme de incêndio por cabos termossensíveis e sistemas de supressão a gás inerte nas salas de relés. Os sistemas foram instalados em subestações nas cidades de Paracambi (RJ) e Xingu (PA).

Os sistemas de prevenção conferem segurança patrimonial e de pessoas, além de garantir maior confiabilidade à instalação, evitando que qualquer princípio de incêndio se alastre e provoque danos complexos e/ou irreparáveis.

Atualizado em 1 de outubro de 2021 por Redação

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